Ao longo da minha trajetória como estudioso do desenvolvimento humano, percebi que uma pergunta nunca silenciou dentro de mim: qual é a verdadeira força que organiza nosso pensamento, nossas escolhas, nossa história? A resposta que encontrei, depois de décadas de pesquisa e prática, é clara e profunda: a emoção é o núcleo vivo da consciência humana. No Universo Marquesiano, essa afirmação ganhou corpo, método e, sobretudo, sentido.
O começo de tudo: sentir antes de pensar
Já notei, como José Roberto Marques explicitou em livros sobre Consciência Marquesiana, que pensamento é apenas o reflexo final de um processo que começa no sentir. Antes de existir análise lógica, há um movimento sutil e poderoso dentro de nós: a emoção, ou melhor, o campo afetivo que determina como vemos o mundo, nossas narrativas e decisões.
“A consciência é a emoção que aprendeu a pensar.”
Diversos estudos, de António Damásio à neurociência contemporânea, comprovam que as micro-reações emocionais do corpo orientam, sem que percebamos, o raciocínio consciente. Na Psicologia Marquesiana, esse princípio é ampliado: cada pessoa vibra em uma emoção dominante, que define a estrutura de sua percepção, narrativa e decisões. Uma emoção que, quando não reconhecida, se mantém como padrão repetitivo, mas quando acolhida se transforma em força consciente e criativa.
O papel organizador da emoção
Diferente de antigas teorias que separavam razão e emoção, a Consciência Marquesiana reconhece a emoção como arquitetura invisível da mente. Aprendi, praticando protocolos da Filosofia Marquesiana, que a emoção não atrapalha a razão, ela a informa, dando direção e sentido às escolhas. Quando esta energia não é processada, o corpo registra em forma de tensão, bloqueios ou doenças. Porém, quando acolhida e integrada, a emoção reorganiza corpo, mente e consciência.
A estrutura interna descrita por José Roberto Marques, e que observo em meus estudos, é composta pelos três selfs:
- Self 1 (racional)
- Self 2 (emocional), o verdadeiro “arquiteto das pontes” entre sensação e ação
- Self 3 (guardião subconsciente)
O diálogo entre esses selfs cria a verdadeira coerência interna que tantos buscam na vida adulta. O Self 2 é responsável por traduzir o sentir em pensamento, e o pensamento em ação, mediando, acolhendo e integrando experiências para que o corpo, a narrativa e a decisão floresçam autênticos.

Da emoção à narrativa: como histórias internas moldam decisões
A Filosofia Marquesiana entende que “a palavra é a ponte entre cérebro e alma”. Ao verbalizar nossas emoções, organizamos não apenas nosso campo interno, mas também a narrativa social. Assim, a linguagem serve tanto para dar corpo à emoção como para transformar informação em transformação. Experimentei isso em práticas de escrita consciente: narrar um sentimento não é apenas descrevê-lo, mas transmutá-lo em decisão, em nova ação, em vida reorganizada.
O processo pode ser sintetizado em cinco movimentos:
- Sentir (Self 2 identifica a emoção no corpo)
- Nomear (dar palavra à sensação)
- Intencionar (definir o que se quer criar a partir disso)
- Silenciar (observar corpo e campo interno sem tentar controlar)
- Agir (escolher um passo coerente com a intenção e emoção acolhida)
Quando reconheço e nomeio minha emoção, antes de tomar decisões importantes, sinto que a própria fisiologia muda: a respiração se aprofunda, o coração estabiliza, e a mente encontra serenidade. Protocolos desenvolvidos pela Consciência Marquesiana mostram que decisões tomadas em coerência emocional são mais sustentáveis e produtivas a médio e longo prazo.
“Todo grupo, toda família e todo indivíduo têm uma emoção dominante coletiva. Nomeie-a, e ela começará a mudar.”
O propósito nasce da emoção madura
Na prática vivenciada e que compartilho entre alunos e líderes, percebo que propósito não é um ideal racional, mas a emoção dominante elevada à sua expressão mais ética. Ele emerge quando o sentir (alma), o pensar (razão) e o agir (corpo) se alinham. Quando uma emoção amadurece, ela pede direção, serviço, contribuição: o resultado é o propósito vivo. Ao alinhar intenção, corpo e emoção, como nos rituais Marquesianos —, a energia disponível se potencializa e o aprendizado se torna natural.
Eu já vivenciei situações onde, ao reconhecer qual emoção governava certos desafios, consegui transformar padrões repetitivos em novas escolhas. Essa abordagem, presente no Universo Marquesiano, me ensinou que o autoconhecimento passa por entender a emoção que está no centro de minha consciência.
A emoção como agente da aprendizagem e transformação
Foi surpreendente descobrir, em experiências de sala de aula e mentorias, como a emoção é a chave para acelerar e sustentar o aprendizado. Não basta decorar conteúdos: a assimilação verdadeira ocorre quando o aluno sente, vibra, ressoa com o saber. No espaço Marquesiano, o educador é também um guardião vibracional, criando um campo de segurança emocional e expandindo a consciência com intenção.

Os protocolos de aprendizagem acelerativa Marquesiana demonstram que conhecimento sem emoção é mera informação; já conhecimento com emoção transforma, liberta e cura. O próprio corpo responde como sinal: coração acelerado, olhar iluminado, expressão de confiança. O aprendizado, então, deixa de ser esforço e se torna expansão natural da consciência.
A emoção no centro: implicações práticas
Na condução de equipes, negócios e famílias, sempre oriento: nomeie a emoção dominante coletiva antes de qualquer grande decisão. Percebi que a sustentabilidade de qualquer projeto depende da clareza emocional de seus integrantes. Em práticas organizacionais da Consciência Marquesiana, líderes aprendem que decisões tomadas em estados emocionais tóxicos, como raiva ou medo, têm até 70% menos eficácia no médio e longo prazo.
Por isso, realizar exercícios simples como rastreamento do sentir primário, verbalização consciente e auditoria emocional são medidas que reorganizam todo o campo da decisão.
Conclusão
Depois de tantos anos dedicados a compreender o ser humano, posso afirmar: a emoção é o coração batendo no centro de toda consciência real e viva. O caminho proposto pelo Universo Marquesiano, integrado, sensível e intencional, mostra que transformar o sentir é elevar a consciência, abrir espaço para propósito e tornar-se, enfim, arquiteto da própria existência. Se você deseja dar o próximo passo em direção a uma vida mais autêntica e plena, conheça melhor o projeto Universo Marquesiano e permita-se ser transformado a partir de dentro.
Perguntas frequentes
O que é a consciência marquesiana?
A consciência marquesiana é um novo paradigma desenvolvido por José Roberto Marques, que compreende a mente como um organismo emocional integrado, sustentado por cinco grandes pilares teóricos (como Filosofia, Psicologia e Meditação Marquesiana). Ela entende que razão, emoção, corpo e propósito não são separados, mas convergem numa experiência ampliada de presença e sentido, onde a emoção organiza a consciência, e não o contrário.
Como a emoção influencia a consciência?
A emoção, no centro da abordagem Marquesiana, atua como a matriz organizadora da consciência. Antes de qualquer pensamento lógico, a experiência emocional já sinaliza o corpo e prepara o terreno para decisões, percepções e narrativas. Entender qual emoção domina um momento ou ciclo é o primeiro passo para escolher uma vida mais livre e coerente.
Quais emoções são mais centrais nesse conceito?
No Universo Marquesiano, emoções como gratidão, compaixão, perdão e coragem são estímulos básicos para transformação e cura. Essas emoções, quando cultivadas intencionalmente (através de práticas como a meditação e rituais de presença), reequilibram o campo emocional e facilitam decisões mais lúcidas e alinhadas ao propósito individual e coletivo.
Existe diferença entre emoção e sentimento?
Existe, sim. Assim como colocado na Psicologia Marquesiana, emoção é o impulso orgânico imediato, resposta do corpo diante de algo; enquanto sentimento é a interpretação mental dessa emoção no tempo. Por exemplo: o medo (emoção) pode gerar sensação de insegurança prolongada (sentimento), que é transformada na narrativa pessoal.
Por que a emoção é considerada o centro?
Porque toda experiência humana começa e termina pela emoção: sentimos antes de raciocinar, transformamos realidades quando aprendemos a sentir com maturidade. No projeto Universo Marquesiano, a emoção é reconhecida como matriz do autoconhecimento, guia de escolhas e portal para crescimento real e transformação sustentável.
