Em meus anos observando o universo empresarial, percebi algo que se intensifica a cada nova geração: empresas robustas podem crescer rápido, mas só permanecem aquelas que possuem alma. No contexto do Universo Marquesiano, esse conceito se tornou meu norte e reforçou minha convicção de que liderança e cultura corporativa são profundamente humanas, pulsando com emoção, propósito e presença.
O colapso silencioso e o despertar da nova empresa
O mundo dos negócios atingiu ganhos nunca antes vistos, operando com tecnologias de ponta e estratégias arrojadas. Mas, em paralelo, tenho visto culturas tóxicas, líderes desconectados, vínculos frágeis e uma epidemia de ansiedade e burnout corroendo ambientes de trabalho. Um paradoxo emerge: empresas prosperam financeiramente e, ao mesmo tempo, as pessoas adoecem emocionalmente.
O modelo tradicional de performance sem consciência, metas sem alma e lucros afastados do propósito, está esgotado. Hoje, é evidente para mim que a força de uma organização reside, acima de tudo, no estado emocional coletivo de quem a constrói. Este é o novo paradigma que sustenta a liderança e o futuro das corporações com alma.
O que significa ter alma organizacional?
No Universo Marquesiano, uma empresa com alma vai muito além de símbolos de responsabilidade social ou discursos “inspiradores”. Para mim, ela:
- Coloca o ser humano no centro
- Opera com consciência e presença
- Constrói cultura de forma intencional
- Valoriza emoção, propósito e vínculo verdadeiro
- Assume responsabilidade civilizatória
Essas empresas são organismos emocionais vivos, e pessoas inteiras geram resultados inteiros. Já testemunhei ambientes fragmentados sucumbirem ao caos, enquanto corporações com cultura integrada florescem em todos os sentidos.

Empresas como sistemas emocionais humanos: corpo, mente e alma
Em minhas observações e vivências, percebo que uma empresa é similar a um corpo coletivo:
- Corpo: produtos, serviços, infraestrutura
- Mente: estratégias, processos, inteligência
- Alma: cultura, valores, clima organizacional
Enquanto o corpo entrega resultados e a mente orienta decisões, a alma une e vincula todos em torno de um propósito compartilhado. Quando falta alma, a empresa adoece, mesmo com indicadores positivos. Essa percepção é reafirmada no Universo Marquesiano, onde cultura organizacional é vista como campo afetivo coletivo, e o que predomina ali define todas as dinâmicas: comunicação, inovação, retenção e até a prosperidade financeira.
A emoção dominante e os 3 selfs no ambiente corporativo
A teoria Marquesiana aponta que empresas também possuem três selfs:
- Self 1: razão estratégica, responsável por planejamento e controle. Quando exacerbado, gera rigidez e insensibilidade
- Self 2: alma da cultura, campo emocional formado por valores, presença e propósito. Quando está vivo, a empresa floresce. Quando reprimido, adoece
- Self 3: guardião coletivo: regras, normas, seguranças e traumas institucionais. Tóxico, paralisa. Maduro, cria estrutura e clareza
Empresas só prosperam plenamente quando o Self 2 está respeitado, vivo e atuante. Esse equilíbrio transforma ambientes de defesa e tensão em espaços de criatividade e confiança.
O papel da liderança com presença
Durante minhas jornadas em empresas, vi que liderança é, acima de tudo, presença. Não é controle, mas clareza, escuta verdadeira e consciência. Líderes com presença consciente criam campos de confiança e inspiração, estabelecendo padrões emocionais que se espalham pela equipe. Senti isso ao participar de reuniões onde uma simples pausa de silêncio mudava o rumo das decisões, transformando ansiedade em criatividade e colaboração.
A liderança tradicional, marcada por pressão e vigilância, dá lugar a uma liderança meditativa, capaz de combinar dados e intuição – e, fundamentalmente, de inspirar legados e não apenas resultados.

Protocolos para uma cultura viva
No Universo Marquesiano, propomos práticas que instalaram uma nova vibração nas empresas onde foram introduzidas – práticas simples, mas profundas, como:
- Pausas coletivas de silêncio antes do expediente e reuniões
- Círculos de gratidão semanal, onde todos compartilham motivos de agradecimento
- Meditação da visão compartilhada, alinhando equipes em torno de propósito e valores
- Protocolos de perdão organizacional e reconciliação
Essas práticas não são perda de tempo, e sim investimento que reduz conflitos, aumenta a clareza e desperta o potencial humano coletivo.
O propósito como eixo da evolução emocional corporativa
Costumo dizer: o propósito é o oxigênio da alma organizacional. Quando ativo, alinha razão, emoção e ação. Empresas guiadas por propósito geram engajamento, sentido e prosperidade coerente. Isso se reflete na vida de cada colaborador e na sociedade que as cerca. É a essência do tripé Marquesiano: lucro, propósito e legado.
Quando a empresa negligencia uma dessas dimensões, percebo que a inovação para, a energia estagna e o sentido coletivo se perde. Quando sincronizada pelo propósito, a emoção deixa de ser ruído corporativo e transforma-se em força criadora de valor real.
Para onde caminha a liderança do futuro?
Testemunhei uma mudança inegável: cada vez menos espaço para chefes autoritários, mais demanda por líderes conscientes e empresas que tocam dimensões profundas do ser. A liderança do futuro se desenha meditativa, reconciliadora e inspiradora. Está aberta para a escuta, para novas práticas, para a reconexão com o sentido coletivo.
Liderar é meditar com os olhos abertos.
Esse é o desafio e legado que acredito ser o mais valioso: formar empresas com alma, capazes de prosperar de fora para dentro e de dentro para fora, com a dignidade humana e a consciência coletiva sempre no centro da estratégia.
Conclusão: a construção de empresas com alma é uma escolha civilizatória
Eu realmente acredito que o futuro pertence às organizações que honram sua alma organizacional, cultivam presença, promovem culturas saudáveis e alinham propósito e prosperidade. Convido você a conhecer o Universo Marquesiano e descobrir como nossos conceitos, práticas e formações podem transformar sua vida, sua empresa e, quem sabe, seu próprio legado.
Perguntas frequentes
O que é uma empresa com alma?
Empresa com alma é aquela que coloca o ser humano no centro, opera com consciência, presença, propósito e cuida da cultura intencionalmente. Não se trata de ser ingênua ou mística, mas de unir resultado, vínculo humano e legado duradouro.
Como criar uma cultura corporativa positiva?
Praticando rituais de conexão como círculos de gratidão, reuniões iniciadas com silêncio, alinhamentos de propósito e escuta ativa. É vital promover presença, valorizar a emoção dominante positiva e envolver todos em um clima de confiança e colaboração.
Quais são os benefícios da nova liderança?
A nova liderança gera aumento da confiança, criatividade, engajamento, retenção de talentos, redução do estresse e maior clareza nas decisões. Líderes presentes inspiram e promovem ambientes mais saudáveis e produtivos.
Como alinhar valores pessoais e empresa?
É preciso revelar e comunicar o propósito coletivo, permitir espaço para as emoções, valorizar a escuta e o vínculo com os colaboradores. Alinhar valores exige prática diária, abertura e a busca constante por coerência entre discurso e ação.
Vale a pena investir em cultura corporativa?
Sem dúvida. A cultura molda comportamentos, melhora resultados, atrai talentos e preserva a saúde emocional de todos. Investir em cultura organizacional é garantir a sustentabilidade, o legado e o verdadeiro sucesso das empresas no século XXI.
